
Eu já chorei por solidão, eu já senti a dor da decepção. E entre uma decepção de outra, a mais dolorida foi comigo mesma, por achar que nunca me decepcionaria com alguém. Já fiquei alegre por me iludir, porque na minha ilusão, tudo era perfeito…Já fui feliz, já conheci a felicidade e descobri que era mentira. Já enganei a mim mesma, tentando segurar aquela lágrima que insistia em estar em meu rosto. Eu já confiei em quem não devia, e percebi tal falsidade tarde demais. Já me importei demais com quem nunca fez o mesmo por mim. É difícil aguentar tanta coisa sem poder dizer nada, é difícil fingir que a dor não dói, é difícil aguentar tanta mentira, tanta decepção, tantos planos feitos pra dois, pensados só por um. E dói tanto interiormente, uma dor que ninguém pode ver, menos ainda saber que ela existe…e por fora…Eu devo ter um sorriso, concretizando a falsa felicidade. Até porque poucas coisas me fariam sorrir quando eu me sentisse esgotada. Talvez eu nunca devesse ter esperado demais, ter confiado demais. Algumas coisas me levam lá para o fundo, me fazendo dar de cara com a dor, com tudo o que me deixa assim. Insegura, instável, com medo. Eu sempre pensei que seria forte, sempre acreditei que nada me afetaria dessa maneira…mas tem sempre alguma coisa, um alguém, que me faz cair, que me faz sentir derrotada. As vezes parece que eu sempre devo alguma explicação. Como se o motivo de tal decepção fosse eu. Quando me perguntarem como estou logo pela manhã, vou dizer que estou bem. Vou fingir, mais uma vez, mas isso não importa. Fingir, fingir e fingir. Até quando? Até pararem de fingir que se importam? Eu já esperei muito tempo as coisas passarem e se acalmarem um pouco. Acontece, que não importa o tamanho da decepção, a mudança será sempre maior, a frieza será sempre maior. E eu nunca vou ser a mesma. — percevejos
Um amor para recordar.